5.5.12
Mediterrâneo
Todas as desgraças do mundo foram à beira do mediterrâneo
todo o sangue escorreu pelas suas pernas
os danados frémitos de dor marcando o compasso
as guerras como os grãos da areia daquela praia imensa
todo o mediterrâneo de azeite escorrendo dos olhos
os templos ecoando o latim subjugado como uma bota
negra esmagando a boca da criança
e as vozes iradas entoando como um hino de justiça
"esmaga, queremos as suas vísceras mornas arrastadas pela terra"
e eles coitadinhos, de olhos piscos sob a ventania do crepúsculo
santos e mártires escondidos na sombra de cada oliveira
latim, latim, latim berra uma cabra a uma cadela assanhada
e das calmas vagas do mar morto ao centro do mundo
como uma arena dum coliseu exala um miasma
um cheiro a merda mas ninguém repara
Brás
Convento dos Capuchos
palmas das mãos nestas pedras de musgo afago o teu fôlego neste claustro oh Deus do fresco da capela me arrepia o teu sopro do teu cla...
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Oh corcel de fogo oh corcel de fogo abandonas as brasas do rosto do puto envergonhado as crianças acolhem com entusiasmo a noção de simetria...
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Adoro-Te com amor, Divindade latente Sob estas espécies de veras presente Dou-te o meu coração inteiro Em tua contemplação desfeito Dou-te i...