23.2.10

(Se) Despertares

A segunda voz é um coro esganiçado   A primeira é cantada por quatro raparigas polifónicas

Enleantes forças sedentas da noite Serpentes negras

Estrafegam os brandos corpos Lassidão sepultada inerme
Tu Brilha dá luz Pisa com força a terra
Tu grita às turbas As veias lavradas de brasas
Enlameadas no fundo dos poços Lama lama lama
O turbilhão serpentino de ferinos Rachando as almas
Dentes rasura os colmilhos à realidade Violação das fontes
E é vê-la desdentada incapaz de se alimentar Vagos horizontes
Míriades de archotes marchetando a escuridão Negros Montes
Galvanizam os cegos com a Nova Luz O isco rebenta o Céu da boca
Ergamos ao final do dia os bastiões da fome Rebelião Garbosa
Dessedentados na Luz destrinçaremos a realeza das coisas O brilho da Rosa
Enquanto uma criança mija na fornalha da mentira Lamurienta partida Lira

André Istmo

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