Mergulham feitas loucas as pigarças a barca das 8h40 esfuma-se
no nevoeiro que esconde o rio de janeiro na proa o
antiderrapante cimentício brilha o céu choroso o vento nas
poças dança como se lavasse arroz ou misturasse tintas todas
as tintas como fazem os meninos nos seus godés de plástico
branco misturam as tintas e a água da chuva sem fechar a
torneira a água balouça e os vermelhos rasgam tudo
prenunciando uma cor raiada maravilhosa como os beirados de
telha numa poça o amarelo recebe entrega-se dá a sua luz não
se vê hoje o sol mas o seu bafo insufla o nevoeiro e às vezes a
luz torna-se mais insuportável aos olhos. as pessoas tossem e
pigarreiam tocam celulares o mp3 só toca canções de que já
estou farto e tenho preguiça de procurar outra. se agora
estivesse a chegar a cacilhas de certo estaria sol e os olores
do tejo enrolados com fragrâncias de frango assado churrascos
grelhados
Cris Manta
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