3.8.12

Afastando o manto da manhã

Afastando o manto da manhã

Os confins pariram-nos em rubi
maçãs dum rosto de rasgo infinito
o brilho do sol abre-se em sorriso
O rio vertido tinto lá ao longe
o cabelo negro sobre o pescoço
Cedo se cresta o esteado vale
às escadas de xisto furioso
O estoirado vinhedo vermelho
é a pele morena que te cobre
cheia de explosões rubras tuas uvas
meu corpo escorre sempre pelos cercados
vagueando em carreiros sem nome

beijo os rácimos-chagas do teu pelo

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